quarta-feira, maio 18, 2016

A relação entre Igreja e Estado -- Uma visão Reformada


Os Estados Unidos foram fundados sobre o princípio de que tanto o Estado quanto a Igreja estavam sob o Governo de Deus. O ponto principal está no fato de que os EUA não adotou uma Igreja Estabelecida, ou seja, a Independência da Igreja em relação ao Estado, e vice e versa, é assegurada pela Constituição como forma de garantir as liberdades individuais dos cidadãos, sejam eles cristãos ou não. -- Com base na História que apresenta perseguições sangrentas da parte do Estado com o objetivo de impor um credo específico, consequência de uma Igreja Estabelecida, ou seja, de uma Igreja que se confunde com o Estado, a nação americana baseia seus fundamentos na liberdade e tolerância religiosa. O ''não estabelecimentarianismo" acaba sendo um propulsor de uma das principais bases do conservadorismo, que implica na liberdade individual.

A crença de que é possível que sejamos bons ou maus, justifica o fato de que o poder absoluto não deve ser dado a ninguém, pois, todos nós temos potencial de causar grandes danos e males uns aos outros. Por isso, para o conservador, a liberdade é defendida como necessária. Nós brasileiros temos uma cultura com forte tendência a uma devoção pelo Estado, ao ponto de esperar seu apadrinhamento, tanto norteador como uma espécie de dependência de absolvição papal. É como se esperássemos do Estado a definição de pecado, assim como a graça do perdão. Nossa gente não consegue desvincular o peso religioso que a História depositou no Estado. Também, por isso ainda hoje, é tão difícil para a maioria dos brasileiros compreender um conservadorismo isento de ritos religiosos. -- A nossa grande tendência em eleger líderes que se apresentam como a "personificação do bem", ignorando o seu potencial também para o mal, pode ser fruto de uma cultura que não sabe qual é a função do Estado, porque nunca aprendeu a diferenciar Igreja de Estado. É por isso que aqui nascem tantos ''salvadores da pátria'', e ídolos políticos passam a exercer através do Estado, o papel de um deus.

Um dos motivos que me fizeram não apenas seguir, mas também admirar a cosmovisão reformada está no fato de que ela reconhece o conceito bíblico de autoridade hierárquico. No topo da hierarquia está Deus, toda autoridade está Nele, qualquer autoridade que eu (ou qualquer ser humano) tenha, em alguma área da vida, é autoridade derivada, delegada, designada. Não é intrínseca, é extrínseca. É dada por Aquele que possui autoridade inerente. Dentro desta estrutura hierárquica, Deus, o Pai, dá toda autoridade no céu e na terra a Cristo, Seu Filho. (Mat.28:18) -- Deus entronizou a Cristo como Rei dos reis. Portanto, se Cristo é o primeiro-ministro do universo, isso significa que todos os reis deste mundo têm um Rei que reina sobre eles, e que todos os senhores terrenos têm um Senhor superior a quem eles devem prestar contas.

Crer que toda autoridade é sujeita a Deus, é compreender que seja a Igreja, ou o Estado, ambos estão sob o Governo divino, pois são ordenados por Ele. Nesse contexto cabe ao Estado proteger, dar segurança aos indivíduos e aos seus bens, seria o mesmo que promover justiça e punir o mal. Enquanto a Igreja é chamada a ser um crítico do Estado, quando este falha em obedecer ao seu mandato debaixo da autoridade de Deus.

Na cultura contemporânea, a separação entre Estado e Igreja chegou a significar que o governo governa sem levar a Deus em consideração, o que constitucionalmente nos EUA, a idéia não se sustenta. Tanto lá, como também aqui, um Estado laico, não significa um Estado ateu.

É certo que o Mayflower, do século XVII, era estritamente cristão, mas não a Constituição ou a Declaração de Independência. Houve cristãos, e não cristãos envolvidos, porém o texto é claramente teísta, ou seja, como dito inicialmente, os Estados Unidos foram fundados sobre o princípio de que tanto o Estado quanto a Igreja estavam sob o Governo de Deus. No livrinho do Reverendo Dr. R.C. Sproul: "Qual a relação entre Igreja e Estado?", fica claro que a base da cultura americana está diretamente ligada a uma cosmovisão reformada, embora, claro, como já destacado, os EUA tenha sido fundado por cristãos e não cristãos. Mas, ao compreender a cosmovisão reformada, fica nítido sua direta influencia na cultura da nação americana, e o porque do Bible Belt (Cinturão Bíblico da América), ser, até hoje, o alicerce conservador do país. Pra quem não sabe o que significa Bible Belt, resumidamente, é uma composição de Estados Americanos que oriunda das fundações coloniais do protestantismo; a origem de seu nome deriva da grande importância da Bíblia entre os protestantes. -- Estados que maior parte do seu território se encontram dentro do Cinturão Bíblico: Virginia, Texas, Missouri, Oklahoma e Louisiana.

Ps: Nos EUA vemos puritanos chegando com intenção de que a vida na nova terra seria ler a Bíblia, orar e trabalhar, nutriam um sonho de construir uma nova pátria, onde tivessem liberdade de culto. Na cosmovisão reformada por exemplo, a maneira com que a religião calvinista valorizava o trabalho, a poupança, o lucro e a usura, influencia diretamente na forma com que o indivíduo entende a função do Estado de proteger, dar segurança aos indivíduos e aos seus bens. Isso influenciou também, o livre comércio. 
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terça-feira, março 08, 2016

Dia Internacional da Mulher - Mais uma mentira do Feminismo

Você já deve ter lido e relido inclusive em jornais de grande repercussão no Brasil, que o Dia Internacional da Mulher é em homenagem ao 8 de Março, que é associado a um incêndio que teria acontecido em 1.857 em Nova York, e provocado a morte de 129 trabalhadoras da indústria têxtil. Escolas, e até faculdades aqui no Brasil, e em vários outros países ocidentais, promovem homenagens baseadas na versão que narra uma tragédia em que operárias teriam sido queimadas vivas como punição por um protesto (greve) por melhores condições de trabalho. Um terrível crime que dá força à velha luta ''pelos direitos das mulheres'', mas como tudo que vem do Feminismo tem mentira e manipulação no meio, a história que origina a data não é verdadeira.

É fato que tudo que envolve o movimento feminista está relacionado ao comunismo, não por acaso, a proposta da data é atribuída a uma feminista, a dirigente do Partido Socialdemocrata Alemão, Clara Zetkin, que 53 anos depois do (suposto) massacre, durante a 2ª Conferência da Mulher Socialista (1910) teria determinado a ''homenagem'', que hoje conhecemos como "O Dia Internacional da Mulher", comemorado no 8 de Março.

Uma pesquisa feita por Maria Luísa V. Paiva Boléo, ao famoso ''calendário perpétuo'', revela que o ano de 1.857, o dia 8 de Março calhou em um Domingo, dia de descanso semanal. Acredita-se que uma greve nunca teria ocorrido nesse dia. Porém, há quem argumente, que durante o século XIX, a situação da mulher nas fábricas dos Estados Unidos era de tal modo dramática que o trabalho era de 7 dias por semana. Tudo bem, mas há mais controversas. A fabrica em questão é a famosa Triangle Shirtwaist, de fato ocorreu um incêndio, mas não foi na data e nem no ano escolhido como marco para homenagear as mulheres. O incêndio aconteceu em 1.911, um ano depois da 2ª Conferência da Mulher Socialista onde Zetki supostamente havia sugerido a data. Curioso, não? Tem mais, o incêndio ocorreu de forma bem diferente da narrada. A socióloga Eva Blay destaca que o fogo teve início não no dia 8, mas em 25 de março, o motivo seria a combinação entre instalações elétricas precárias e produtos têxteis inflamáveis. Segundo Blay, a porta de saída da empresa estava fechada ostensivamente para evitar que os operários roubassem materiais ou fizessem pausas. Na ocasião, morreram 146 pessoas – 125 mulheres e 21 HOMENS, na maioria judeus. Acredito que você esteja duvidando das informações expressas nesse texto, afinal você foi induzido a acreditar que de fato mulheres feministas foram injustamente queimadas enquanto reivindicavam seus direitos trabalhistas, e que o movimento sempre esteve lá em algum lugar do passado lutando por você. Porém, há mais fatos que você precisa conhecer, saiba que no prédio onde aconteceu a tragédia, hoje funcionam as Faculdades de Biologia e Química da Universidade de Nova York. E pra que não fique nenhuma sombra de dúvidas, há no local uma placa fixada na fachada, ela destaca que o edifício possui significado nacional para os Estados Unidos. No dia 5 de abril daquele ano, apesar da chuva, houve um grande funeral coletivo que se transformou em demonstração trabalhadora, com cerca de 100 mil pessoas. Afinal, a tragédia tirou a vida de 146 pessoas – 125 mulheres e 21 homens. 

A verdade é que o processo de instituição de um ''Dia Internacional da Mulher'' já vinha sendo elaborado pelas socialistas americanas e europeias muito antes do incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist. A tragédia envolvendo os trabalhadores da Triangle, foi usada e distorcida para dar peso a causas feministas, que na época, tinha forte influencia do Socialismo soviético, o qual pregou enfaticamente a ''libertação da mulher'' através da saída do lar para o trabalho operário. Com o passar dos anos e a propagação da desinformação, a história foi incorporado ao imaginário coletivo da ''luta das mulheres''. Ou seja, a data se fortaleceu ao longo dos anos, apropriando-se de uma tragédia que em nada tinha ligação com a pauta política que o movimento feminista defendia. Nos anos 70, o mito das mulheres queimadas vivas estava consolidado, e o movimento feminista já havia se apropriado da tragédia como trunfo político. Em 1.975 a ONU declarou o período de 75 a 1.985 como a: "Década da Mulher", e reconheceu o 8 de Março, assim como a UNESCO em 1.977 também reconheceu oficialmente este dia, como o Dia Internacional da Mulher, em homenagem às ''129 operárias queimadas vivas''. Uma farsa ridiculamente repetida até hoje. 

Apesar dos fatos históricos provarem que é mito, quando o 08 de Março se aproxima se torna comum os debates promovidos em torno do incêndio que não aconteceu, do massacre que nunca existiu, e das mulheres que nunca morreram queimadas revindicando direitos políticos. É a desinformação trabalhando em prol de ideologias políticas. 

Expor a mentira feminista por trás do ''Dia Internacional da Mulher'' pode libertar mulheres do movimento. É mais um fato, mais uma prova de que o Feminismo quer mulheres militando por causas políticas especificamente de esquerda, não por igualdade e/ou direitos das mulheres como costumam dizer. -- É evidente que além da capacidade de apropriação histórica, e dissimulação dos fatos, uma das características do Feminismo é roubar a voz da mulher para o movimento, transformando assim qualquer discurso feminino em discurso feminista. Dificilmente as mídias dão espaço para que mulheres independentes questionem essas contradições que envolvem o movimento, e cada vez fica mais difícil desassociar o feminismo da mulher. Aos poucos, a coletivização da mulher está apagando a individualidade feminina, e extinguindo sua capacidade de falar independente do movimento, que embora líderes de coletivos feministas tentem negar, é de fato, um movimento político e partidário. 

A promoção da agenda Feminista corresponde aos ideais Comunista, já não há mais como tentar esconder. As mídias, assim como os planos educacionais do nosso país, trabalham em prol da disseminação política sem contestação para fazer da mulher uma escrava intelectual. Mas, você não precisa do Feminismo. Nenhuma mulher precisa!
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Fontes de pesquisa: Renée Côté, Sylvie Dupont, Francine Cloutier, Editions du Remue-Ménaqe, 1 de jan de 1984 - (O Dia Internacional da Mulher – Os verdadeiros fatos e datas das misteriosas origens do 8 de março, até hoje confusas, maquiadas e esquecidas); Cobertura, fatos e controvérsias, por Adriana Jacob Carneiro em 16/03/2010, edição 581, Observatório da Imprensa, ISSN 1519-7670 - Ano 18 - nº 840;
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sábado, fevereiro 27, 2016

Não existe feminista cristã - Graças a Deus!

Katharina Von Bora e Lutero

NÃO EXISTE FEMINISTA CRISTÃ


Por mais óbvio que seja afirmar isso, me sinto forçada a escrever um textão esclarecendo os motivos, de forma pautada. Usarei como base um texto recentemente compartilhado por Lola Aronovich em seu Blog: "Escreva Lola, escreva", que segundo ela, foi redigido por uma moça que se declara feminista cristã.

Não atoa, venho estudando o Movimento Feminista já algum tempo, o suficiente pra entender que suas raízes e vertentes são nitidamente contrárias aos princípios cristãos. Sou cristã desde que nasci, educada de acordo com princípios reformados, e por isso me considero apta a esclarecer que a autora do texto em questão, Simony dos Anjos, está completamente confusa, e usa argumentos equivocados para sustentar seu feminismo.

A Reforma foi um grande motivador para a erudição feminina, permitiu a muitas mulheres o acesso à leitura e uma forte motivação para que elas se alfabetizassem, me causou espanto que Simony diga-se de uma Igreja Reformada e acuse-a de “machista opressora”. Por isso, fiz questão de prestar bastante atenção em cada afirmação da autora.

Embora tenha tentado passar a idéia de que usava Lutero como base de sua argumentação, pra mim, ficou bem claro que Simony baseia toda tese da ''feminista cristã'', em sua experiência pessoal, que está nitidamente afetada pelo pensamento feminista moderno, e, não na Tradição Reformada, ou mesmo no Cristianismo, como tenta explicar. Ela diz que sua igreja é de "tradição reformada", mas não cita o nome de sua denominação, o que enfraquece a credibilidade. Muitas denominações, por não serem católicas romanas, se auto intitulam de ''tradição reformada'' sem que de fato sejam. E como saber que são? Conhecendo a História do Cristianismo, e da própria denominação a que faz parte, o que a autora em questão, demonstra não conhecer. Talvez ela até seja de uma igreja Reformada, mas, com base nas próprias declarações, fica nítido que ou não frequenta com muito entusiasmo, ou tem dificuldade de compreender o Evangelho. 

A primeira prova de que Simony desconhece a origem da própria fé que diz seguir, é sua citação sobre Lutero como um dos pais da Igreja Reformada, quando na verdade ele foi um dos principais responsáveis pela Reforma Protestante, considerado um dos pais da Reforma, e, não das Igrejas Reformadas. A Reforma Protestante se refere a um período da História do Cristianismo, e segundo o historiador Alister McGrath:

"O termo "Reforma" é usado em diversos sentidos, e é útil distingui-los. Como empregado na literatura histórica, o termo "Reforma" geralmente se refere a quatro elementos: o luteranismo, a Igreja Reformada (geralmente chamada de calvinismo), a Reforma Radical (geralmente chamada de anabatismo) e a Contrarreforma ou Reforma Católica. No seu sentido mais amplo, usa-se o termo "Reforma" para designar todos os quatro movimentos". - O Pensamento da Reforma, pag. 22, ed. Cultura Cristã 

Calvino foi o principal nome quando se refere a Igreja Reformada, não Lutero. Porém, como Lutero foi bastante citado no texto, é importante nos concentrarmos nele para denunciar mais uma das tantas incoerências do texto. Martinho Lutero foi o homem que lutou pelo livre exame das Escrituras, o acesso dos leigos a ela, mas é também o responsável pelo famoso ''grito'': Sola Scriptura, que significa Somente a Escritura. A Bíblia contém toda a Verdade, e somente ela deve ser a fonte de regra de fé e conduta de todo cristão. Simony quer achar em Lutero apoio para seus devaneios, mas rejeita a soberania da Escritura. Sua declaração: “o feminismo me possibilitou entender melhor o mundo”, denuncia isso, e faz da autora uma feminista, não uma cristã reformada como diz ser. Ora, um cristão reformado tem como sua principal fonte de leitura da realidade, a Escritura, não o feminismo ou qualquer outra ideologia. Pegar Lutero como exemplo de protesto, mas se negar a abraçar os motivos que o levaram a protestar, é desonesto. Um dos principais erros que nossa geração comete é achar que a razão humana pode produzir alguma verdade sem estar contaminada pelo pecado, com isso colocam a Bíblia como fonte secundária de conhecimento, e passam a adotar ideologias secularizadas e carregadas de princípios contrários aos que a Escritura nos ensina. Na página 45 do livro "Verdade Absoluta", de Nancy Pearcey, diz:

"Todo sistema de pensamento inicia-se em algum princípio último. Se não começa com Deus, começa com uma dimensão da criação — o material, o espiritual, o biológico, o empírico ou o que quer que seja. Algum aspecto da realidade criada será "absolutizada" ou proposta como base e fonte de tudo o mais — a causa não causada, o existente por si mesmo. Para usar linguagem religiosa, esta realidade última funciona como o divino, se definimos o termo com o sentido de uma coisa da qual todas as outras dependem para existir. Esta pressuposição inicial tem de ser aceita pela fé e não por raciocínio prévio. (Caso contrário, não é de fato o ponto de partida supremo para todo raciocínio; logo, temos de continuar procurando algo para começar dali). Neste sentido, diríamos que toda alternativa ao cristianismo é uma religião. Pode não envolver ritual ou cultos de adoração, todavia, mesmo assim, identifica algum princípio ou força na criação como a causa auto-existente de tudo. Até os não-crentes mantêm alguma base de existência última, que funciona como ídolo ou falso deus. É por isso que os "escritores da Bíblia sempre tratam o leitor como se já acreditasse em Deus ou em algum deus substituto", explica o filósofo Roy Clouser.* A fé é uma prática humana universal, e senão for dirigida a Deus será dirigida a outra coisa.” 

O feminismo apresenta-se como uma visão alternativa ao Cristianismo, ele defende uma criação paralela ao Gênesis, pois considera machista a própria criação da mulher a partir da costela do homem. Aliás, para o feminismo toda relação humana em que a mulher não apareça ocupando status igual ou superior ao homem, é opressora, patriarcal e machista. No feminismo a ''redenção feminina'', conhecida como emancipação, ocorre quando há: empoderamento feminino, que na prática implica em exercer poder sobre os homens. Portanto, não há como servir a Deus ao mesmo tempo em que abraça o sistema de pensamento que acompanha o feminismo. Ambos são antagônicos. 

Embora a autora siga dizendo que foi ''iluminada'' através de uma leitura bíblica, ela demonstra desconhecer completamente o ensino da Escritura que jamais restringiu submissão ao gênero, por exemplo. A idéia de: "se submeter uns aos outros em amor", é um princípio básico do Cristianismo, e isso não implica em perder a autonomia, pelo contrário, se é no exercício da convivência, na capacidade de doar-se ao próximo em amor que enxergamos a graça da natureza divina que nos foi revela em Cristo, essa submissão, esse serviço que prestamos ao outro é muito mais revelador do que fechar-se em si mesmo. É certo que o próprio Deus submeteu-se a humanidade encarnando na Pessoa de Cristo, e submisso ao Pai se entregou a morte por amor a nós, e nem por isso deixou de ser Deus. Isso nos revela que submissão não é anulação de “poder”, e sim demonstração de humildade, entrega e amor. Portanto, submissão é um princípio cristão, e entendê-lo como opressão é rejeitar o exercício da fé. Ou a mulher abraça o conceito de ''empoderamento feminino'', ou ela crê no princípio de submissão cristã.

Abraçar o discurso feminista leva a questionar, ainda que de forma implícita, a Verdade revelada na Escritura como absoluta. Por isso Simony vê a mulher que é ensinada a sujeitar-se ao seu cônjuge, como oprimida, antes mesmo de refletir através de princípios bíblicos, sobre o que significa submissão cristã. Para ela a orientação bíblica passou a ser uma "opressão machista", porque é isso que o movimento feminista diz. Mas, a submissão, ou "servidão" (como preferir), que a Bíblia diz que deve existir da parte da mulher para com seu cônjuge, se dá a um esposo que em troca dessa dedicação é capaz de sacrificar sua própria vida em favor dela, logo, não há ninguém perdendo nada, ou muito menos se negando mais que o outro. É submissão (servidão) mútua, uma troca justa. O motivo principal de Paulo fazer a analogia do amor de Cristo pela Igreja com o amor do esposo a mulher, é esse: de que um homem submisso a Deus é capaz de entregar sua vida em favor de sua mulher, como Cristo fez para com a Igreja. E a mulher que se submete ao marido assim como submete-se a Cristo, adquire o respeito necessário para vê-lo como o “cabeça de seu lar”, assim como Cristo é o Cabeça da Igreja. Para ilustrar o casamento, a Escritura toma como exemplo o próprio relacionamento de Cristo com a Igreja, é exatamente a mesma base de relação. A Bíblia nos chama de servos, amigos e irmãos de Cristo ao mesmo tempo, mostrando que se o princípio é o amor não há dificuldades em servir, ser ouvido e respeitado e muito menos em ser companheiro e parceiro na convivência. 

Só o fato de Simony declarar que: “mulheres não podem ter cargos importantes na igreja”, já demonstra claramente que sua mente está contaminada por uma mentalidade anticristã, denuncia o quanto seu cristianismo é falso e superficial, assim como seus conceitos têm por base o Feminismo, não a Escritura. O ensino cristão chama o homem (indivíduo) a considerar o outro superior a si mesmo, e em momento algum apresenta cargos ministeriais como hierarquia de poder, principalmente dentro de Igrejas Reformadas. 

Que tipo de pessoa vai a um culto e ao invés de cultuar a Deus, fica indignado com o fato do pastor ser um homem, e não uma mulher? Uma feminista, não um cristão.

A autora é incapaz de enxergar o quanto a figura feminina tem grande influência na Igreja, é ela (em maioria), que fica responsável pela evangelização das crianças, influenciando diretamente a nova geração de fieis desde sua base. Elas são (em maioria) as musicistas responsáveis pela programação que mais ocupa espaço em um culto congregacional, ocupam cargo de diaconato, secretariado, vice-presidência, tesouraria, etc. Todos com grande responsabilidade e são igualmente importantes para que uma comunidade cristã mantenha seu equilíbrio. Uma Igreja não é uma empresa, por isso não há um chefe, a Igreja é um organismo, um Corpo, por isso só há um Cabeça, que é Cristo. 

É certo que a Bíblia não apresenta nenhuma opressão à mulher, pelo contrário, ela está cheia de exemplo de força e coragem que trazem figuras femininas protagonizando histórias impressionantes, mas nunca apresenta que deve existir um poder feminino, ou mesmo, uma soberania masculina, é sempre Deus o Soberano e o Poder é Dele, nós homens, somos igualmente pecadores necessitados da Misericordiosa Graça de Cristo.

Ao fim do texto, a autora cita João 8:32 para tentar dar sentido a sua afirmação de que a tal “verdade” que ela diz ter encontrado na Bíblia através do feminismo, é real. Mas, ignora o versículo 31, que é justamente o que dá sentido ao 32:
"Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." - (João 8:31-32) 
A confirmação de que é a nossa permanência na Palavra (Escritura), que nós faz discípulos, cristãos, foi completamente ignorada por ela. O Sola Scriptura de Lutero, parece não fazer sentido para a autora, que precisa conhecer mais sobre o que discursa. 

Não existe “feminista cristã”. Não tem como ler a Bíblia pela ótica feminista para sustentar conceitos equivocados. Simony apresenta um conceito de “verdades”, que é extra bíblico, para o cristão, só há uma Verdade que é Cristo, é através dessa Verdade que enxergamos o mundo, e se ela precisou do feminismo pra ver o mundo, é porque está completamente distante da liberdade que há em Cristo Jesus. Não tem como cristãos seguirem afirmando que há alguma verdade paralela que traga libertação, ou cremos ser Cristo que liberta, ou estamos negociando a fé. 

A Pessoa de Cristo é a Verdade (Logos Divino), o Caminho (por onde se percorre) e a Vida (o fôlego da existência). Ele é a Verdade absoluta, por isso é importante que nossa visão tenha por base Sua Palavra. O verdadeiro amor ao conhecimento está em amar a Deus sobre todas as coisas, "... de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças, e ao teu próximo como a ti mesmo." (Lucas 10:27). Cristo é a única Verdade que liberta o homem através do conhecimento, isso nenhuma ideologia é capaz de fazer. Principalmente se vier com lupa feminista. – Sola Scriptura!
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quinta-feira, novembro 26, 2015

Megalomania - Superficialidade cristã - A Retórica política e a Onda de Alter Ego Virtual


"Portanto, irmãos, esforçai-vos com dedicação cada vez maior, confirmando o chamado e a eleição com que fostes contemplados, pois se agirdes desse modo, jamais abandonareis a fé." II Pedro 1:10 

Já vi de tudo no meio cristão brasileiro. Mas nada foi tão assustador, e chato até agora, do que essa onda de alter ego virtual, os "pseudointelectuais cristãos políticos".

Há uma neura acompanhada de pedantismo facebookiano que está dando "gold status" a retórica política no meio cristão. Temos uma onda de críticos da pregação do Evangelho que não carrega retórica política. É como se fosse obsoleto o simples anunciar do Reino dos céus, diante da necessidade de falar dos reinos da terra. Já vi inclusive reverendos de peso sendo menosprezados por, segundo os críticos, não carregarem muitos vídeos no youtube de sermões de cunho político. Há aventureiros até abandonando a fé por acreditarem que há mais consciência política em outros lugares.

Existe a necessidade do meio cristão fazer exposição crítica referente a política? Claro! Aliás, como sempre venho falando aqui, não apenas a Igreja deve funcionar como crítica do Estado, mas principalmente ela deve apresentar uma cosmovisão teo-referente aos seus membros, sobretudo, porque o cristão está no mundo (embora o mesmo não seja dele). A Escritura fala que o cristão é tanto o sal, como a luz da terra. (Mateus 5:13-16)

A ''boa nova'' de Cristo traz conceitos transformadores que mudam o homem em todos os âmbitos de sua vida, e isso obviamente não exclui suas responsabilidades civis. O próprio conceito de ''mordomo de Deus'', implica em cuidar com zelo e fidelidade dos bens do seu Senhor, ou seja, o Senhor da Criação nos confiou tarefas a serem administradas, sejam elas sociais, familiares, econômicas ou mesmo políticas, é dever do cristão administrar tudo da melhor forma, caso contrário torna-se infiel. Portanto, o senso do sagrado, o senso de responsabilidade e de profunda dependência de Deus, devem acompanhar o cristão. 

A questão é: a mera retórica política cristã é eficaz? Não. Principalmente se ela não passar de alguns posts no facebook. É apenas "palava solta", como meu próprio post por exemplo. A função do mordomo de Deus implica em uma dedicação bem mais significativa e eficiente, longe de toda megalomania, que no fundo denuncia a superficialidade de uma vida cristã dissimulada.

Há um ideal político cristão? Sim. -- Mas, diante da sua realidade sócio-politica, o ideal político cristão pode existir? Se sim. Como você pode contribuir de forma prática para que ele funcione? Se você não é capaz de lidar de forma prática com essa realidade, seu ideal político cristão não passará de utopia. E, aquele simples irmãozinho alienado que dobra os joelhos todas as noites e ora com fé para que Deus abençoe as autoridades ordenadas por Ele, é politicamente menos neutro do que você, que de peito estufado mantém um caso de amor com a própria consciência. 

Até parece que ultimamente ser cristão é o mesmo que ser contra o marxismo cultural, se identificar como "conservador de direita", demonizar os muçulmanos e ver meia dúzia de vídeos com palestras no youtube. É claro que é bom (e necessário), você estar atento a realidade que te cerca, o cristão precisa rejeitar tudo aquilo que não condiz com a Verdade que ele crê. Óbvio! Mas estão construindo um bezerro de ouro chamado "posicionamento político". E claro, a retórica política no facebook, inclusive a de cunho cristão, tem sido a reza com que o adoram. Só que ser cristão não é bem isso, jovem... Eis o motivo de Cristo ter se feito Servo humilde neste mundo. Você precisa servir: ''combater o bom combate, completar a corrida, perseverar na fé!" (II Timóteo 4:7).


•°o.O Postado por Cris Corrêa O.o°•

quarta-feira, novembro 25, 2015

Black Friday - Livros

Separei uma lista com bons livros que você pode encontrar na Amazon.com - Preços ótimos para uma Black Friday inesquecível!


Gostaria de indicar vários livros do C.S Lewis por exemplo, e tantos outros autores que estavam super em conta, mas todos já estão esgotados no site. Mesmo assim separei alguns que já tenho, e já li, outros separei pelo preço e por saber que são diferenciais que se destacam em meio a hegemonia brasileira. Ainda não tenho todos que estão na lista, mas pretendo ter. Como os estoques estão esgotando muito rápido, fiz uma rápida seleção pra você garantir alguma coisa boa e fazer essa Black Friday, ser inesquecível para sua biblioteca! 

O frete é grátis se a compra for mais de R$ 69.90. Eu sempre compro no site e as encomendas chegam super rápido, os livros também estão sempre bem embalados.

Procure pelas caixas especiais com as obras de Tolstói e Victor Hugo, estão com bons preços. -- Vou começar com a dica de uma caixa que me apaixonei, e já garanti para minha biblioteca. Achei uma super promoção! A Caixa Especial está linda, e tem 4 volumes com as obras mais consagradas de Jane Austen! Como não comprar?

Cada livro está saindo por praticamente R$ 10.00. Vale a pena! 


Jane Austen - Caixa Especial
4 Volumes
De 91.60 por R$ 45.10


Jane Austen é uma das escritoras inglesas mais famosas, passados mais de dois séculos de sua morte. Autora de romances como Orgulho e preconceito, Razão e sentimento e Persuasão, consagrou-se por seus diálogos afiados e pela ironia presente em seus romances. Seus recursos de linguagem tinham um alvo específico: a sociedade provinciana inglesa do século XVIII.

Nasceu dia 16 de dezembro de 1775, em Hampshire, na Inglaterra. Filha do reverendo George Austen e de Cassandra Austen, foi a segunda mulher dentre sete irmãos. Quando completou oito anos, foi enviada a um internato – junto de sua irmã Cassandra, sua melhor amiga durante toda a vida – para receber a educação formal. Seu contato com os livros vem do acesso à biblioteca da família, permitido após a volta do colégio interno.
Na adolescência, Austen escrevia comédias, e seu primeiro livro bem acabado foi Lady Susan, escrito em forma epistolar, quando a autora tinha dezenove anos. Em 1797, Austen já havia escrito dois romances, Razão e sentimento (primeiramente chamado de Elinor and Marianne) e Orgulho e preconceito (originalmente First Impressions). Oferecidos pelo pai da inglesa a um editor, os livros foram rejeitados. A publicação dos títulos ocorreu só em 1811 e 1813, respectivamente, assinados com o codinome de “uma senhora”.
Jane Austen também é autora de EmmaMansfield Park e A abadia de Northanger, romances nos quais buscava retratar a sociedade da época e a busca da mulher pelo melhor casamento, como única forma de ascender socialmente. As aparências são apresentadas pelos diálogos e contradições dos personagens, em um texto carregado de ironia.
A proximidade de seus textos com sua vida levam a uma leitura autobiográfica da obra de Austen, e mesmo nunca tendo se casado, acredita-se que Jane teve namorados. Quando jovem, chegou a aceitar um pedido de casamento e, em seguida, fugiu.
Morreu em 18 de julho de 1817, aos 42 anos, vítima do mal de Addison. Deixou inacabado o romance Sanditon.

Os Irmãos Karamázov - Fiódor Dostoiévski


De 79.90 por R$ 43.90

Um romance com quase 1.000 páginas que você lê rapidamente e termina com vontade de ler mais. Essa edição é linda, capa dura, ótima tradução e excelente formatação. Me interessei pela obra quando li essa frase:

“O principal é não mentir para si mesmo. Quem mente para si mesmo e dá ouvidos à própria mentira chega a um ponto em que não distingue nenhuma verdade nem em si, nem nos outros e, portanto, passa a desrespeitar a si mesmo e aos demais. Sem respeitar ninguém, deixa de amar e, sem ter amor, para se ocupar e se distrair entrega-se a paixões e a prazeres grosseiros e acaba na total bestialidade em seus vícios, e tudo isso movido pela continua mentira para os outros e para si mesmo.“ - Dostoiévski


Você Não É Tão Esperto Quanto Pensa

de David McRaney 

Ótimo preço: R$ 22.90 

Sabe aquele livro que você precisa ler? Então... foi um livro divisor de águas pra mim. 

Você se acha esperto? Você pode acreditar que é um ser racional cujas decisões são baseadas em lógica fria e imparcial. Mas aqui está a verdade: você não é tão esperto. É tão iludido quanto o resto da humanidade. “Você não é tão esperto quanto pensa” revela 48 mentiras que contamos a nós mesmos constantemente. Ao olhar para essas mentiras, este livro responde a questões como: Por que parece que não conseguimos romper com maus hábitos? Por que os projetos em grupo são sempre complicados? E por que é tão difícil superar as primeiras impressões? Cada capítulo funciona como um curso de psicologia que nos estimula a repensar decisões de forma inteligente e bem-humorada.

Roger Scruton

Separei uma lista com vários livros do filósofo e escritor inglês que é uma das figuras mais marcantes do conservadorismo Britânico do séc. XX. É só clicar e comprar!

Já tenho  - "O que é Conservadorismo'' - "Pensadores da Nova Esquerda" - "Como Ser Um Conservador" - Vale a pena tê-los na sua biblioteca. Os preços estão interessantes!


Espinosa
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Como Ser Um Conservador 
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O que é Conservadorismo
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Livro lançamento - Lobão



Em Busca do Rigor e da Misericórdia. Reflexões de Um Ermitão Urbano

O Lobão é uma figura extremamente ímpar, e além de ter se lançado em uma experiência nova como artista aborta também seu lado político. Está com ótimo preço! 

Theodore Dalrymple

Médico psiquiatra - aproveitando a experiência de anos de trabalho em países como o Zimbábue e a Tanzânia, bem como na cidade de Birmingham, na Inglaterra, onde trabalhou como médico em uma prisã, tem escrito sobre culturaartepolíticaeducação e medicina

Além de seu trabalho em medicina nos países já citados, Anthony Daniels, que usa o pseudônimos Theodore Dalrymple e Edward Theberton, já viajou extensivamente pela ÁfricaLeste EuropeuAmérica Latina e outras regiões. 

Todos os livros traduzidos para o Português, estão em promoção:




Contra a Maré Vermelha - Um Liberal sem Medo de Patrulha

Um livro de Rodrigo Constantino por apenas R$ 10.10 

Contra a maré vermelha reúne 80 crônicas de Rodrigo Constantino publicadas no jornal O Globo entre 2009 e 2014. Sempre de modo original, e sem medo de patrulha, o autor destrincha o país em que vivemos e mais uma vez mostra por que é voz incontornável para o Brasil que não barganha com a democracia. 

Pare de Acreditar no Governo. Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado


Um livro de Bruno Garschagen - Apenas R$ 16.90


Bruno Garschagen é mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford e formado em Direito. 

Colabora com textos e podcasts para o Instituto Ludwig von Mises Brasil, Ordem Livre, Instituto Millenium, O Insurgente e mantém seu próprio blog no qual trata de filosofia política, relações internacionais, economia e cultura. Uma obra fundamental para o momento que vive o paísPor qual razão nós brasileiros, apesar de não confiarmos nos políticos, a quem dedicamos insultos dos mais criativos e variados, pedimos que o governo intervenha sempre que surgem problemas? Por que vamos para as ruas protestar contra os políticos e ao mesmo tempo pedir mais Estado – como se este não fosse gerido pelos... políticos? Por que odiamos os políticos e amamos o Estado? Por que chegamos à condição de depender do Estado para quase tudo? Bruno Garschagen busca entender como se formou historicamente no Brasil a ideia de que cabe ao governo resolver todos ou a maioria dos problemas sociais, políticos e econômicos. De Dom João VI a Dilma Rousseff, um compromisso inabalável uniu todos os governantes, inclusive aqueles chamados (erradamente, segundo o autor) de liberais ou neoliberais: a preservação do Estado monumental e mesmo o seu crescimento. Por quê? Para responder a esse conjunto de questões, o autor vasculha a história política do Brasil desde que os portugueses aqui chegaram até os dias de hoje. Com texto brilhante, leve, bem-humorado e informativo, recorrendo também às explicações de pensadores brasileiros e portugueses, tece uma espécie de conversa entre os intelectuais que refletiram sobre a cultura política do Brasil para narrar a história de um país cuja formação cultural se confunde com a onipresença da burocracia nacional. 


•°o.O Postado por Cris Corrêa O.o°•

domingo, novembro 08, 2015

Amizade desinteressada. Raridade.

Quantos amigos você tem?

“Dos amores humanos, o menos egoísta, o mais puro e desinteressado é o amor da amizade.” - Cícero

Amizade desinteressada é raridade. Nem todo mundo está disposto a construir relacionamento íntimo, amigo. Relacionar-se intimamente sem interesse, ou seja, sem esperar algo em troca. Disposto a dar, antes mesmo de pensar em receber. É uma raridade. Além do que, intimidade gera desprezo, acomoda e amortece o medo de decepcionar. E, quem está disposto a sobrepujar a desatenção? 

Só o amor constrói uma relação consistente que ultrapassa a superficialidade do próprio ser. Estar à vontade em ser você, sem desejo de impressionar para conquistar, exige entrega. E quem tem coragem de se entregar sem garantia de receber algo em troca? 

A falta de amor proporciona a busca interesseira. Busca-se algo que geralmente não está disposto a dar. É onde nascem as cobranças, as exigências, as mágoas ou mesmo o distanciamento. Ser sugado é desgastante. Assim como doar-se demais é cansativo. Aí a relação balança, esfria ou mesmo morre, porque amizade mesmo só funciona quando ambos querem se doar, sem interesse. Descobrem um no outro as qualidades que eles têm para admirar, os defeitos para suportar. A base forma-se no respeito, e a relação dura no amor. 

Amizade desinteressada é rara. Dificilmente não há uma procura por bem estar nas qualidades do outro, e ao descobrir alguns defeitos, a vantagem é afastar-se. E quem não quer ter vantagem?

Dificilmente você adentra na intimidade do outro, descobre seus medos, defeitos, e o ama por isso. Mas curiosamente espera ser amado sem ressalvas. 

Quem alimenta uma relação de amizade porque busca encontrar no outro solução para os seus problemas não quer um amigo, quer um estepe. É um interesseiro. Por isso doa-se muito pouco enquanto cobra (espera) demais. Quer ser servido, consolado, ouvido mas não quer servir, consolar e escutar. É o tipo de pessoa que até tem bons amigos mas nunca é de fato um amigo, dificilmente na angústia será um irmão. Afinal de contas, o que uma pessoa angustiada tem pra oferecer ao interesseiro? É por isso que as muitas amizades podem levar a ruína, mas há amigos mais chegados do que irmãos. (Provérbios 18:24)

Vale muito a pena tentar construir "amizade desinteressada", vivenciar o verdadeiro valor desse sentimento é privilégio de poucos. Até mesmo porque se você não espera muito do outro, decepciona-se menos e vive mais em paz consigo mesmo, consciente de que deu o teu melhor até onde o outro te deu espaço para dar. E se a relação acaba, não foi por falta do teu amor. Tanto que você está disposto a perdoar ou restabelecer a relação sempre que o outro precisar. Acontece que se o outro é interesseiro, quando não vê mais vantagens em alimentar a relação com você, depois de ter te sugado ao máximo, ele simplesmente te esquece. 

Já teve esse privilégio na vida? Dar e receber sem interesses. Ter amizades desinteressadas e ver na angústia nascer irmãos. -- Amigos são raríssimos, mas ultrapassam o tempo, duram para sempre. Por isso a amizade é uma relação muito preciosa. Ofereça amizade para alguém. Apenas ame. 
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“Os que não podem conceber a Amizade como um amor substancial, mas apenas como um disfarce ou elaboração do Eros, atraiçoam o fato de que nunca tiveram um amigo.” - C. S. Lewis 

"A amizade verdadeira e genuína pressupõe uma participação intensa, puramente objectiva e completamente desinteressada no destino alheio; participação que, por sua vez, significa nos identificarmos de facto com o amigo." - Schopenhauer - Aforismos sobre a Sabedoria da Vida

"A Amizade é desnecessária - como a filosofia, como a arte, como o próprio universo (pois Deus não precisava criar). Ela não tem valor de sobrevivência; ela é, antes, uma das coisas que dão valor à sobrevivência." [de: Os Quatro Amores, pág. 100] C.S.Lewis


•°o.O Postado por Cris Corrêa O.o°•

quarta-feira, outubro 28, 2015

Conservador sim, machista NÃO.

"Não deixe que a alienação institucional o classifique como machista"

Ei feminista, machista é a mãe!

Por Cris Corrêa

Estima-se que 1 em cada 6 homens é sexualmente abusado antes dos 18 anos, e que leva no mínimo 20 anos para que a vítima comece a superar (dados: MaleSurvivor.org). Os abusos são cometidos em maioria por familiares e parentes, ou por babás, ou seja, são casos que se enquadram na violência doméstica. Um recente e polêmico caso que tem balançado a Inglaterra, traz a história de um menino de 11 anos que foi abusado sexualmente por sua babá Jade Hatt de 21, a quem o juiz concedeu perdão judicial por considerar que a vítima teve culpa, a decisão foi reforçada pelo próprio pai do menino que afirma que seu filho “é louco por sexo”. O fato denuncia o descaso com que a violência sofrida pelo sexo masculino é tratada, quando não ignorada.

Em 2010 uma série de estudos denominados de “Mapa da Violência”, publicada pelo Instituto Sangari, com apoio do Ministério da Saúde e do Ministério da Justiça, revela em pesquisa o número de homicídios oriundos de violência doméstica cometidos aqui no país, foram no total 8.770 mortes no ano, sendo 1.836 mulheres e 6.934 homens assassinados. Um homem a cada 1 h 15 minutos morre vítima de violência doméstica no Brasil, enquanto morre uma mulher a cada 4 h 46 min, pelo mesmo motivo. Em relação ao total de homicídios causados por violência doméstica, estima-se que são 79,1% de homens e 20,9% de mulheres mortos. Um estudo realizado por Fernanda Bhona, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em Minas Gerais (2013), apontou que homens são os que mais sofrem violência doméstica praticada por suas parcerias. Com um total de 480 participantes, a pesquisa apontou que 77% de um grupo de 292 mulheres com relação conjugal afirmam ter xingado, humilhado ou intimidado o parceiro. A agressão física do companheiro - tapas, socos ou chutes - foi assumida por 24% das mulheres. E, segundo as próprias mulheres, apenas 20% dos parceiros cometeram o mesmo tipo de agressão contra elas. Há dez anos, outra pesquisa realizada em 16 capitais brasileiras apresentou resultados semelhantes a essa pesquisa. O nível de agressão psicológica entre os casais ficou em 78,3% e o de abuso físico, 21,5%, apresentando um cenário contrário ao que se atribui normalmente ao homem, o de agressor.

Por que esses homens não entram na discussão sobre a violência doméstica no Brasil, se também são vítimas? A resposta é simples, porque são homens. Quem controla a discussão do tema são “feministas de gênero”, coletivo que ironicamente defende a concepção de gênero da pederasta Simone de Beauvoir: “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. A ideologia de que a feminilidade é uma construção social é falaciosa, e tende a classificar todo homem como “um agressor/estuprador em potencial”, ou seja, para as feministas os homens são indiscutivelmente “machista opressor”.

Em quase todos os países do mundo a maioria dos órgãos sérios, científicos e realmente comprometidos com a violência doméstica, trazem evidências de que mulheres agridem tanto quanto, ou mais do que, os homens. Vários estudos pelo mundo ratificam isso. A extensa e renomada bibliografia compilada por Martin S. Fiebert, do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual da Califórnia aponta em resumo o seguinte:

“Esta bibliografia examina 286 investigações acadêmicas: 221 estudos empíricos e 65 resenhas e/ou análises, que demonstram que as mulheres são tão fisicamente agressivas ou mais agressivas do que os homens em suas relações com os seus cônjuges ou parceiros do sexo masculino. A dimensão da amostra global nos estudos criticamente analisados ultrapassa os 371.600.”

Há um conceito chamado ''viés da confirmação'', é o método de ver o mundo como um filtro. É um bloqueio mental ao qual todos estamos sujeitos, nosso cérebro busca o tempo todo informações que confirmem nossas crenças. No livro ''Você Não é Tão Esperto Quanto Pensa'', o autor chama atenção para algo primordial nesse sentido. Ele diz que ''na ciência, você se aproxima mais da verdade ao procurar evidências contrárias. O mesmo método talvez devesse ser usado também para formar suas opiniões''. Mas, no Brasil, a ideologia feminista domina as universidades, consequentemente as pesquisas que ganham mídia e atingem as massas são esmagadoramente voltadas a reforçar essa ideologia. A população em geral é direcionada para consumir informações filtradas, o que acaba distanciando a atenção do cidadão da própria realidade, criando assim, crenças com perspectiva feminista sem fundamento verdadeiro. Por isso, ver no ENEM (Exame Nacional de Ensino Médio) uma redação com tema ideológico, para quem não segue a ideologia política do feminismo, é deveras revoltante. 

Não se trata de "ser contra" a discussão sobre violência doméstica, o tema acabou sendo o foco principal da redação do exame. É certo que existem homens extremamente violentos que abusam da força para oprimir suas parceiras e a família em geral, assim como existem mulheres perversas, com alto nível de periculosidade que promovem abusos e violência dentro de seus lares. A discussão sobre o abuso/violência doméstica não deve ser abandona, pelo contrário, deve ser um assunto discutido de forma ampla e honesta para buscar soluções efetivas e justas. Entretanto, a discussão deve chamar atenção para a REALIDADE que não pode jamais ser ignorada para potencializar um grupo como único "vítima passível" de agressão. Excluir do quadro de violência doméstica todos os outros indivíduos que também sofrem com a mesma violência dentro de suas casas, seja sexual, psicológica, física ou mortal, não é honesto tampouco justo. 

É certo que as mulheres não são as únicas vítimas de violência doméstica, porém, onde estão os gráficos e estatísticas que incluem o sexo masculino na discussão do problema? Eles simplesmente não são divulgados ou mesmo levados a sério, e com certeza não é porque o homem deixa de sofrer com esse tipo de violência. Os dados recolhidos baseiam-se em fatos que revelam a verdade, os homens também são vítima desse contexto. Os inúmeros casos passam longe da pauta do Movimento Feminista porque acabam colocando a falácia da “luta pela igualdade” em descrédito, e ao feminismo não interessa discutir sobre todas as pessoas que sofrem com a violência doméstica, o movimento tem demonstrado que trabalha para que a mulher deixe de se ver como um indivíduo parte da sociedade e passe a ver-se como vítima dela, enquanto isso coloca-se como abrigo oferecendo proteção ilusória com discursos pífios de ''sororidade'' (irmandade), transformando o feminismo em coletivo necessário para a sobrevivência da mulher. Assim, uma discussão que avalie todo contexto de violência doméstica no Brasil de forma honesta, não ajuda a sustentar a ideologia pregada pelos coletivos feministas. 

O silêncio em relação ao quadro geral denuncia que a própria mídia não tem interesse pela realidade, e que a ideologia feminista tão forte nas universidades, acaba expressa nos jornais servindo como reforço do discurso político da esquerda. 

Ao estudar a História e a maneira como o Movimento Feminista nasceu, assim como sua forma de atuação na sociedade em diferentes épocas, a conclusão é de que o movimento serve apenas como um dos braços da esquerda na revolução cultural
Feministas militam por uma bandeira política específica visando na verdade recrutar "militantes de utopia" ao invés de atrair indivíduos que buscam soluções para problemas reais. É a velha máxima marxista de dividir a sociedade atacando sempre as estruturas conservadoras, principalmente o cristianismo e a família tradicional. Eis a base ideológica² de TODO feminismo.

O foco da redação do ENEM 2015 potencializou apenas a ''violência contra a mulher'', com isso reforçou a idéia de que o homem é seu único agressor, ainda que na realidade a mulher também apareça como agressora de outra mulher. Existem diferentes motivos que podem levar a essa violência, os quais estão estatisticamente muito além dos míseros números de violência oriunda de misoginia (ódio ao sexo feminino), negar essa realidade para potencializar um discurso político serve apenas para promover uma espécie de "esquizofrenia coletiva" no país. A realidade é que não há “feminicídio”, e alguém precisa dizer isso em voz alta sem ser taxado de machista pela histérica militância, aliás, o próprio termo "machista" é novilíngua¹ usado para inibir qualquer discurso contrário ao que vem sendo pregado pelo feminismo ao longo dos anos. Há sim (infelizmente) mulheres vítimas de homicídio, mas por diferentes causas como já dito. No Brasil, assim como na maioria do mundo, ainda são raros os estudos que revelam as reais motivações de quem mata as mulheres, e os que são produzidos aqui nas universidades não são muito confiáveis devido a ideologia predominante, ou seja, não há dados confiáveis e nem suficientes para embasar o argumento de que a mulher brasileira está morrendo por ser mulher. 

Os registros dos casos confirmam que entre os assassinos estão a maioria dos atuais ou antigos maridos, namorados (as) ou companheiros (as), inconformados em perder o domínio sobre uma relação que acreditavam controlar, ou seja, um comportamento típico do que configura-se como “crime passional”. O fato excluí mais uma vez o discurso feminista de que mulheres morrem massivamente, e exclusivamente por conta da misoginia. A prática do homicídio contra a mulher aponta para a raiz passional, seguido de motivos fúteis, uso ou venda de drogas. Esses homicídios deveriam ser enquadrados no número geral de assassinatos no Brasil, como ocorre com os homens, e no contexto de diferentes motivos, “eles” morrem mais do que “elas”. No Brasil são mais de 50 mil homicídios por ano. Em 2014, foram registrados 143 assassinatos por dia. Segundo a OMS o Brasil tem o maior número absoluto de homicídios do mundo. O relatório mostra que, de cada 100 assassinatos no mundo, 13 são no Brasil. Em média, são 6 pessoas assassinadas por hora no nosso país. Do total de homicídios, calcula-se que 91,4% das vítimas no Brasil são do sexo masculino, ou seja, quase 100% dos milhares de homicídios cometidos aqui, são contra os homens. Os dados correspondem aos últimos 30 anos.

Independente dos motivos que levam aos exacerbados números de homicídios no país, independente do sexo de quem morre. As pessoas estão se matando! É causa urgente encontrar meios efetivos para resolver a triste realidade do Brasil. 

Um dos problemas mais graves que o país enfrenta é a falta de segurança efetiva e o aumento da impunidade. Milhares desses homicídios ocorrem nas ruas devido ao tráfico e consumo de drogas, assaltos, sequestros relâmpago, e na maioria das vezes os autores dos crimes sequer são punidos. Brigas e discussões banais também aparecem como motivos de homicídio, o que chama a atenção para outro problema social, a degradação moral e a falta de princípios éticos de uma sociedade mergulhada cada vez mais em conceitos ideológicos de cunho marxista. O Brasil está vivendo uma “revolução social” nos moldes de Gramsci. Por isso, afirmar que o tema da redação do ENEM 2015 foi apelativo e doutrinador, não é nenhum exagero, é sim, a constatação do óbvio. O MEC inibiu o pensamento daqueles que não defendem a ideologia feminista e forçou o estudante a dissertar de acordo com uma política que não corresponde à realidade em que ele está inserido. Afinal, excluir do contexto de uma discussão séria como a violência, todas as vítimas que aparecem no quadro geral (independente do sexo), para discutir problemas de grupos específicos (focando no sexo), divide a população em classes e nega o valor do indivíduo como parte de uma sociedade justa.

Levantar discussão sobre um tema através de informações filtradas, direcionar para um discurso político que reforça a militância feminista, a mesma que corresponde a agenda daqueles que estão no poder, é sem sobra de dúvidas, revelar que no Brasil a esquerda busca alienação de forma propositadamente institucional. O Ministério da Educação está a cada dia que passa provando que trabalha para alienar o estudante brasileiro. E você, é obrigado a bancar toda essa engenharia com o suor do seu trabalho. 

Usar a máquina pública para doutrinar e reforçar o “viés de confirmação” de um Partido que se mostra totalitário, acaba sendo a pior forma de violência cometida no país. 

Infelizmente a verdade é que no Brasil só é permitido ver o mundo através de um filtro, e, quem está controlando a forma como você enxerga é a esquerda que transformou o Estado em Partido. Parece que o país está vivenciando a triste realidade Orwell 1984. -- Todo conservador, sobretudo o cristão, tem o dever moral de se manifestar publicamente contra o marxismo cultural que está sendo enfiado goela abaixo da nação. É necessário provar de forma honesta que ser REALISTA, não é o mesmo que ser "machista".|*


Notas: ¹A novilíngua faz parte da obra-prima de George Orwell - livro “1984″. Na ficção sombria do escritor britânico o Partido (Facção que se perpetuou no poder) incentivou o uso de um novo idioma para substituir o inglês. - Na realidade o conceito de machismo surge no final da década de 60 a partir do ''movimento de libertação das mulheres'', que passou a atribuir às características do que é masculino: força, coragem, maestria, honra e liderança, ao conceito de inferiorização da mulher pelo homem, especialmente nos países de língua inglesa. | ²No século XIX Marx e Engels aparecem com uma ideologia que dá origem ao conceito de "opressão feminina", usado como base de coletivos feministas até hoje. Lênin colocou em prática a ideologia marxista (O Socialismo e a Emancipação da Mulher V.I - Lênin); segundo a historiadora americana Wendy Goldman, a União Soviética foi pioneira nos "direitos das mulheres" de acordo com a concepção marxista, que inclui: aborto, divórcio e o exercício da mesma função pelo mesmo salário no mercado de trabalho, idéia defendida como o conceito de "emancipação da mulher" do lar e/ou da família.
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Texto atualizado, publicado inicialmente no blog Vista Direita.
•°o.O Postado por Cris Corrêa O.o°•
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