sábado, agosto 04, 2012

Atentos! #sempre

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Deus existe?

E aí povo: Deus existe? Calma, eu não quero que se empolguem em me responder. 

Mas é que tem tanta gnt que faz essa pergunta com tamanha arrogância, digna de boas gargalhadas. Não que eu me ache no direito de dizer o que se pode ou não questionar,  ou me sinta com o poder de dizer quem tem a liberdade, ou não, de questionar sobre. Mas é que a idéia de que essa é uma pergunta simples de se responder por conta da ciência, ou da ''lógica'', de teorias ou até mesmo da Bíblia, e o que quer que seja, é no mínimo engraçada. Grandes homens morreram com essa dúvida, outros tantos dedicaram suas vidas a provar que aquilo que acreditavam ser verdade em relação a questão, de fato o era. E a pergunta sobrevive...

Nunca foi provado que Deus existe. Esse fato por si só, na opinião de muitos já é o suficiente para qualquer tipo de divindade cair por terra. Mas também nunca foi provado que Ele não existe. Hum...

Eu até daria razão pra algumas pessoas, se acreditasse que o fato de não haverem provas, levasse-nos a concluir assim de forma simples a "não existência" daquilo que entendemos por divino, celestial, espiritual. Porém, nem tudo que existe é fruto do que se pode provar.

Temos o costume de crer apenas naquilo que vemos, ou ouvimos falar que alguém viu, queremos provas concretas para sustentar nossa credulidade em algo, ou alguém, em fatos ou teorias. Somos facilmente convencidos quando nos é apresentando algum argumento que nos parece verdadeiro. Mas isso não nos dá todas as respostas, nem nos leva a conhecer tudo que existe ou já existiu. E quem se coloca a negar este FATO não é digno de ser levado a sério.

Um exemplo tosco porém curioso e até bem simples sobre "conhecimento e existência", é o das estrelas. Bom,  quando se viaja para o Sul, na África, começam a ser observadas estrelas que não são vistas na Grécia. Sabemos que a constelação do Cruzeiro do Sul não pode ser vista por quem esta na Europa. Da mesma forma, nós, no Brasil, não podemos ver estrelas que estão próximas ao pólo Norte – como a constelação da Ursa. Isto é um fato, pois existem provas, mas nem todos têm conhecimento dessas provas, certo? Pois bem para àqueles que têm acesso a essa informação isso pode se tornar verdadeiro se estes se submeterem a crer na fonte que lhes apresentou tal fato. Quem teve o prazer de constatar por experiência própria, isso se torna uma "verdade verdadeira" com mais facilidade. E não nos esqueçamos dos leigos que podem ter avistado muitos “céus” sem ao menos perceber tal fato. 
Ter chego a esse conhecimento ou não, estas estrelas só poderão ser observadas partindo dos pontos específicos. A questão é: Um sul-africano jamais verá estrelas que brilham no céu da Grécia se não for até lá, ou então ele pode escolher acreditar em quem garante que isso é verdade. Ou ele pode morrer sem nunca nem ter ouvido falar que isso existe e, é possível. Mas as estrelas não irão deixar de brilhar. Bem simples.

Vejo as pessoas clamando pela lógica. Sim, a lógica depende do racional, pra quem não sabe, é uma disciplina que se insere em praticamente todos os campos do saber, mas ela só tem sentido enquanto meio de garantir que nosso pensamento proceda corretamente a fim de chegar a conhecimentos verdadeiros. Tudo vai depender da linha de raciocínio lógico baseado em premissas e conclusões pra se chegar a "sua" resposta em relação a algo, neste caso a Deus. Argumentos dedutivos e indutivos podem me dar premissas pra que eu chegue a uma conclusão, tanto uns como outros admitem formas corretas e incorretas. Pra usar a lógica, ou pra ser "mais sensato", em relação a existência de Deus, eu não dependo de experiências empíricas, já que entraremos em questões metafísicas. Logo as premissas para esse assunto, servem apenas pra sustentar uma crença, seja ela teista ou não.

Já comeram Tostines? Alguém pode me responder se "Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?" - São os grandes mistérios da humanidade que perturbam as mentes mais dedicadas a "provar". Oi?

Não conhecemos tudo, não podemos ver tudo, não sabemos sobre tudo. Mas nem por isso as coisas deixam de existir e exercer suas funções. Kant concluiu que “os seres humanos não podem saber da essência das "coisas-em-sí", mas saber apenas das coisas segundo nossos esquemas mentais nos permitem aprender a experiência.” - Isso não descarta a possibilidade de que exista uma essência.

É muito engraçado ver como as pessoas perdem tempo tentando provar que Deus não existe, ou que Ele existe. É questão de fé. Seja teista ou ateísta, para agarrar-se a uma resposta depende de fé.
Mesmo que muitos entendam a fé como um ato de ignorância, ela esta presente em pessoas que acreditam em Deus, e também nas que não acreditam. Lembrando que a definição de fé é: uma adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro. Precisamos de fé pra acreditar em tudo que nos é apresentado, seja ligado a realidade palpável ou não. Sem contar com os nossos projetos, se não acreditarmos que podemos realiza-los, talvez nunca venhamos a realiza-los mesmo. A fé é também motivação.

Voltando ao assunto principal, esse é o tipo de questionamento que não tem fim, dependendo da ocasião acho válido que seja discutido e que tenhamos reflexões referentes a nossa existência e a existência de Deus. Mas dificilmente pode se chegar a uma resposta. No fim, tudo vai depender do ''crer''. Alguns escolhem crer que Deus existe, outros em crer na não existência Dele. Todos acabam crentes.

Só o fato de se importar com a existência ou não de um deus, já nos torna interessados em algo espiritual.

Já me fiz muitas perguntas, já me fizeram outras tantas. Mas eu sempre me baseio em duas perguntas que considero importantes:

QUEM É DEUS E QUAL É SEU CARATER e QUEM É O HOMEM?

Creio que jamais entenderemos ou conheceremos Deus em sua totalidade e/ou essência, por isso nos espelhamos no caráter de Cristo, o que nos é suficiente. Eis um dos motivos de Deus Se fazer homem, pra nos proporcionar uma proximidade. Buscando respostas pra essas perguntas, cheguei a muitas convicções em relação a Deus e quem eu sou diante da figura Dele. E resumidamente eu diria que: a Sua graça me basta.

Acredito que todo ser humano deva ir atrás de suas verdades. Eu achei a minha em Cristo. Mas sou do tipo que pensa que cada um segue a "sua verdade" como bem entender, ou deixar de entender.

E se não entendeu o trocadilho com a propaganda da Tostines, provavelmente você é muito novo. Mas acredite, Tostines existe, só não sei se
vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais. Sem contar com o fato de que também não sei se ainda vende mais. XD

sábado, novembro 26, 2011

O que alguém tem a v com isso?


Uma vez conversando sobre vida cristã, ser ou não cristão, relacionamentos e posicionamento diante de diferentes questões da vida humana. Alguém me disse o seguinte: "cada um transa com quem quiser, o que alguem tem a ver com isso?". Boa pergunta.

O que alguém tem a v com isso?

Muitos acabam julgando a Bíblia, ou os conceitos cristãos de forma errada. Pq na verdade a Bíblia não é um livro de proibições como a maioria pensa ou cre, ela é um livro com conceitos de uma fé, conhecida como cristianismo. Nela aprendemos não a viver debaixo de proibições, presos em uma série de ''não pode'', mas sim aprendemos a desenvolver em nós o ''eu não quero", é isso que ela nos ensina. Infelizmente a maioria não enxerga isso.

Eu penso que cada um transa com quem bem entende, ou deixa de entender, sim. Afinal cada um é responsavel pelas suas escolhas. SOMOS TODOS RESPONSAVEIS POR NOSSAS ESCOLHAS! Mas, quem revela um comportamento moralmente desregrado, centrado nos prazeres sexuais pode denominar-se cristão? Não, mas sim um libertino.

O cristão nega sua vida(condição de pecador) pra viver a vida de Cristo(nova vida), ele desenvolve em si o sentimento de ''não quero'' ser guiado pela carne mas sim guiado pelo Espírito, logo viver uma vida libertina não se encaixa nos conceitos de uma vida em Cristo, pois Este viveu uma vida guiada pelo Espírito Santo de Deus, nosso Pai. Ninguem é obrigado a ser cristão, ninguém é obrigado a escolher seguir a Cristo, é questão de escolha, e se vc escolhe ser um seguidor de Cristo então, assuma essa vida de forma a respeitar os conceitos nela existentes.

É tão simples. A Bíblia é clara sobre quais as caracteristicas de um cristão, e esta claramente exposto que algumas questões carnais não se encaixam nessa vida. Segue quem quer, quem não quer não segue oras. Não tem o pq ficar fazendo tempestade em copo dágua.

Dentro da fé cristã a Bíblia é aceita como regra de fé e conduta. Então temos ela como nosso ''manual'', é claro que sem interpreta-la de forma literal ou carnal. Mas esse é um outro assunto.

Nesse manual - Bíblia, entendemos que Deus fez homem e mulher pra serem um só corpo, e o sexo entre ambos, é também união espiritual, por isso a importancia de estabelecer um relacionamento baseado no amor. Logo, dentro da fé cristã, não há uma união espiritual aceitável perante Deus quando se banalisa o sexo. Transar com quem bem entende, sem estabelecer compromisso e assumir responsabilidades não é uma atitude cristã.
(que fique claro que esse conceito é cristão, e nada impede outras pessoas e/ou religiões de criar seus próprios conceitos e segui-los)

Cristãos veem o sexo como uma benção, não como um ato irracional guiado por instintos. Um relacionamento baseado no amor gera uma união não apenas carnal, mas também espiritual e consequentemente uma vida centrada no respeito por si, pelo proximo e por Cristo.

Dentro da nossa concepção de fé não encontramos base pra aceitar comportamentos ''libertinos'' como atitude cristã, portanto levar uma vida libertina não fará de nós homens, cristãos professos. Isso pq como já expliquei dentro dos conceitos cristãos essa prática de vida não condiz com os ensinos de Cristo, ou seja, não condiz com as caracteristicas de uma ''nova vida em Cristo''. 

São coisas óbvias, quer ser cristão? Então siga os conceitos cristãos, não quer? Então siga seus próprios conceitos.

Ninguém pode obrigar alguem a fazer o mesmo, afinal somos livres. Então, quando eu, ou você falar não precisa doer.

Por Cris Corrêa

domingo, novembro 06, 2011

A Importancia do Sacrificio

Tenho tido pouco tempo para o meu querido Frenesi, porém nunca me esqueço e morro de saudades de escrever aqui...

É tão bom quando entro pra dar uma olhadinha e vejo comentários em textos tão antigos, ou quando abro minha caixa de email e vejo pessoas compartilhando e acrescentando comentários à assuntos que foram tratados aqui no passado. É quando a saudade aperta mais...

O ano de 2011 tem sido um ano de muitas surpresas pra mim, muitos sonhos realizados, muitas oportunidades e principalmente muita paz e crescimento. Meu tempo tem sido dedicado aos meus projetos pessoais e ao meu trabalho que tanto amo fazer. Tenho passado mais tempo cuidando da minha marca e me dedicando a esse trabalho que mal consigo me organizar pra vir aqui compartilhar sobre aquilo que continuo acreditando e das percepções de fé que tenho e que tanto me motiva a viver...

Pra conseguir algumas coisas tenho que sacrificar outras. Escolhi uma frase bem curtinha pra fazer um breve comentário:

"O importante é termos a capacidade de sacrificar aquilo que somos para ser aquilo que podemos ser". (Charles Dubois)

Um dos textos mais lidos e que mais recebe comentários até hoje aqui no Frenesi é "O Sacrificio", o texto narra a crucificação em detalhes e faz uma crítica a situação das ''igrejas'' e da mensagem distorcida que têm pregado.

Mas hoje minha atenção foi para o sacrificio que muitas vezes nós não estamos dispostos a fazer, que é crucificar a nossa natureza que tanto nos afasta de ser como Cristo é.

Jesus, sacrifício vivo, se fez maldito por nós, morreu a nossa morte para que pudéssemos viver. Estariamos nós de fato vivendo?

É um caso a se pensar...

Por Cris Corrêa

sexta-feira, agosto 19, 2011

PÃO QUENTINHO CXLII



É DEUS QUE TE FALTA,  CARA-PÁLIDA 

 “Receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade...” (2Co 11.3)

Há menos de um século nossas avós passavam algumas horas do dia preparando a comida no fogão a lenha, outras tantas horas esfregando roupas num tanque e estendendo-as no terreiro para quarar (significa: “clarear roupa ao sol”) e depois levavam um longo tempo passando com ferro à brasa. Tudo era difícil e demorado. Era um período em que se sonhava com uma tecnologia onde a vida seria mais fácil, haveria mais tempo livre e as pessoas seriam mais felizes. 

Esse tempo chegou. Compramos comida pronta nas prateleiras dos mercados ou a fazemos em minutos no microondas. Lavamos toda a roupa em modernas lavadoras. Hoje todos possuem o seu celular, computador e um carro na garagem. Mesmo as classes mais pobres vão ao paraíso das compras. É inegável que todas as áreas da vida sofreram uma tremenda revolução. 

Essa profusão de possibilidades proporcionadas por um mundo globalizado atingiu também a religiosidade das pessoas. Há religiões para todos os gostos: orientais, esotéricas, africanas ou xamanistas. E de bônus pode-se buscar nos espaços holísticos, a meditação, yoga, astrologia ou wicca. 

Na fé cristã agora o serviço é “a la carte”. Sob o argumento de que a mensagem da fé antiga já não consegue mais atender aos anseios do homem moderno, passou-se a formar igrejas “especializadas” que buscam a satisfação total da clientela: cada um escolhe a que mais se adapta a seus gostos e necessidades. Há um grande conglomerado da fé que foca seu marketing nas enfermidades; um outro desenvolve atendimento para empresários que buscam solução para seus negócios; outro, oferece ascensão social para as classes C e D; e também já temos comunidades que atendem seus fieis por orientação sexual. Enfim, é a especialização da fé centrada na “necessidade” dos clientes. 

Diante de tantas possibilidades, não podemos deixar de perguntar:
O mundo está melhor? 

As pessoas estão mais felizes e com mais tempo para ficar com a família, passear e compartilhar de momentos juntos? 

A imensa variedade de doutrinas religiosas tornou as pessoas
menos individualistas, mais tolerantes, mais preocupadas com o coletivo?
Essa abundância de expressões de fé tem levado as pessoas a serem mais tementes a Deus, são mais enternecidas? 

A percepção é clara: apesar de todos os progressos e a despeito das variedades de escolhas ao nosso dispor, o mundo não está melhor.
As longas viagens do passado encurtaram, mas a distância entre as pessoas aumentou. “Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a andar como irmãos” (Martin Luther King). 

Ao mesmo tempo em que diminuíram as dificuldades nas rotinas diárias, aumentou em proporção inversa o consumo de álcool, antidepressivos e drogas para dormir. A ansiedade tomou conta dessa geração. Males antes raros, como a Síndrome do Pânico ou a Síndrome de Burnout surgem como resultado do mal estar da modernidade. 

As pessoas estão perdendo a capacidade de sentir, e a insensibilidade está dominando a vida. Cada vez mais é preciso exagerar, chegar aos limites, porque os sentidos estão ficando embotados. Um bom show se mede pela potência dos watts, um filme pela quantidade de efeitos especiais, o sexo pela sua explicitude. São tentativas de estar o tempo todo estimulado por “drogas” que tentam manter vivas na UTI almas adoecidas. 

Michael Jackson precisou construir um imenso parque de diversões só pra ele, Neverland, imaginando que ali seria feliz.... É uma Terra do Nunca, literalmente. Imelda Marcos, esposa de um ex-ditador filipino, ficou famosa porque possuía três mil pares de sapatos. Se usasse um por dia, levaria oito anos para experimentar todos. 

Este é o mal do nosso tempo: a insensibilidade. Perdemos a capacidade de sentir alegria... de sentir prazer... até mesmo sentir aquela tristeza genuína que cura e nos torna humanos.

Quem vive à busca de sensações no mundo, irá fazer exatamente o mesmo quando se tornar religioso: se não houver show, decibéis, luzes, pirotecnias, fumaças.... não conseguirá “conectar-se” com o Sagrado. 

Olhe para um leão enjaulado. Ele tem comida e tem segurança. Entretanto ele está visivelmente estressado e anda impaciente de um lado a outro. Não, ele não necessita de mais comida, e pouco se importa de ter proteção naquele lugar: ele quer liberdade e satisfazer o seu sonho que está nos prados selvagens. 

Da mesma forma você não precisa de um celular com design mais moderno com 4 chips, nem do novo ipad, tablet ou um processador mais potente no seu laptop. De igual modo, você não precisa ir à busca de estímulos sensoriais com a sensação gospel do momento.... Pare com esse autoengano. Seu problema não é este. 

Tanto o descrente quanto o religioso precisam de Deus! Assim como Jacó, precisam buscar a Deus no silêncio, na penumbra, em lutas nas madrugadas insones... só você e Ele. Não mais o “deus” televisivo das promessas fáceis e fúteis, não mais o deus do “venha a mim e acabaram os seus problemas”. Aliás, eu não creria num Deus que me tratasse como um boneco ou um animal enjaulado dando-me comida de hora em hora. Quero o Deus que liberta das amarras, que dá sentido às coisas – mesmo aquelas mais desagradáveis. Busco o Deus que espera que eu viva os sonhos que um dia Ele plantou em mim, o Deus que me faz crescer, me carrega no colo quando preciso, mas como Ele não me quer infantilizado o resto da vida, me coloca ao chão tão logo eu possa caminhar, e me diz: “Vai em paz... estarei sempre perto de você quando precisar, mesmo que não perceba a minha Presença”. 

É Deus que você precisa, cara pálida. Nada mais

Por Daniel Rocha, pastor dadaro@uol.com.br

Por Cris Corrêa
Related Posts with Thumbnails